A unidade é um desejo da sociedade do entorno da área

A Câmara Municipal de Barra Mansa realizou nessa segunda-feira (17) audiência pública para apresentar o projeto da Unidade de Conservação Ambiental Cândido Silva. O projeto prevê a criação da unidade de conservação na região entre os bairros Getúlio Vargas e Vila Nova e o distrito de santa Rita de Cássia. A audiência foi solicitada pelo vereador Carlos Roberto de Carvalho, por meio  de requerimento aprovado pelos demais vereadores.

Estiveram presentes à audiência pública para discutir a criação da unidade de conservação:  o presidente da Associação Ambiental Verde que Salva, que apresentou o projeto; o gerente da pasta de Unidade de Conservação Ambiental, da secretaria municipal de meio ambiente, Marley Landim; o presidente conselho municipal de meio ambiente, Vinícius Azevedo; o padre José Vidal e  representantes do ICMBIO, da Associação de Produtores Rurais de Santa Rita de Cássia, do Sindicato Rural de Barra Mansa, da secretaria municipal de educação, além de expressiva participação popular. A filha de Candido Silva, que nomeia a unidade de conservação pretendida, também esteve presente à audiência pública. Presentes, também, à audiência pública os vereadores Marcelo Borges da Silva, Gilson Assis Lopes, Elias Romeiro, Gustavo Gomes, Marcell Castro, Marcos André Gonçalves Pitombeira e Thiago Valério.

O presidente da Associação Ambiental Verde que Salva. Éderson Miguel, apresentou o projeto da unidade de conservação e explicou o significado dessa implementação

- Alguns animais em processo de extinção são encontrados nessa área, como o papagaio verdadeiro presente em uma nascente na região do Vale do Paraíba. Ainda é possível encontrar fragmentos da Mata Atlântica em nosso município e nessa região, por isso, precisamos preservá-la. Entre os benefícios da criação da unidade Cândido Silva estão: o reflorestamento, a preservação de nascentes, proteção da fauna e da flora, aprimoramento do turismo ecológico e geração de renda para a população, aumento da arrecadação do ICMS ecológico para o município e o equilíbrio ambiental, diminuindo a incidência de doenças transmitidas por parasitas – explicou Éderson elencando os benefícios da unidade de conservação ambiental.

O analista ambiental do ICMBIO, autarquia federal responsável pela gestão das unidades de conservação no país, Sandro Leonardo falou sobre o pioneirismo de Barra Mansa na gestão de áreas de conservação. O analista também respondeu perguntas técnicas, principalmente, relacionadas Às questões dos proprietários de terras na região.  

-Desde o início, estamos assessorando tecnicamente o projeto de implantação dessa unidade de conservação. Quando se fala em unidade de conservação,  muitos acreditam que o benefício é apenas para os recursos naturais, mas em uma Área de Proteção Ambiental –APA-, que é a categoria proposta para essa área do Candido Silva, os benefícios são sociais, pois regula o crescimento nessa área, de maneira sustentável. E também traz benefícios econômicos, com o acréscimo de renda do ICMS ecológico do município. Barra Mansa é pioneira na criação de unidades de conservação, com 7 unidades criadas e com seus conselhos consultivos formados. E uma questão que diferencia essa unidade apresentada é que ela já nasce com uma identidade popular, pois é um desejo popular, que começou este o processo  - afirmou Sandro.

Para o vereador Marcelo Borges, se não houver a criação de unidade de conservação a área será explorada sem o devido controle social e ambiental, assim como acontece em outras regiões no município. Questionado se há fiscais suficientes para as unidades de conservação ambiental localizadas em Barra Mansa, o gerente da secretaria municipal de meio ambiente, Marley Landim, que a principal fiscalização é realizada pela própria população e, também, proprietários de áreas localizadas nessas unidades.

- O poder público municipal não vai se eximir de suas responsabilidades, juntamente com outros órgãos, levando essa audiência para o próximo passo para a criação dessa unidade, que é avaliação técnica. E bastante inusitada a forma como foi feito esse pedido, porque normalmente é feito de forma inversa, o poder público apresentando à sociedade um projeto . Pretendemos fazer um conselho de análise multidisciplinar, envolvendo a sociedade para estudar a viabilidade do projeto – afirmou o gerente da secretaria municipal de meio ambiente.

O vereador Carlos Roberto de Carvalho observou que o proprietário pode deixar de explorar uma região,  devido à a proteção ambiental, mas ele ganha com o incremento nos recursos hídricos, por exemplo. O vereador registrou a importância da criação da unidade, ao lembrar a caminhada realizada para reconhecimento da área.

-Realizamos uma caminhada por essa área e nos deparamos com um córrego totalmente contaminado, próximo ao bairro Vale do Paraíba, mas chegando próximo à Santa Rita encontramos um córrego com água limpa, sem esgoto sanitário. Precisamos recuperar e proteger toda a  área.  Como representante do Legislativo, procuramos debater e mediar esse processo para criação da unidade de conservação ambiental  - declarou Carlos Roberto.

A área se localiza do bairro Vale do Paraíba ao bairro Vila Nova, alcançando outros bairros. Para a criação da unidade ambiental, os produtores rurais da região precisam preservar parte de sua propriedade, mas continuando suas atividades. De acordo coma representante do Sindicato Rural, a atividade predominante na área é a pecuária. Após o estudo técnico, outras audiências públicas precisam ser realizadas, como parte do processo de implementação da unidade de conservação ambiental.

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