As solicitações aconteceram nas últimas duas sessões da câmara e obtiveram apoio dos vereadores.

A Câmara de Vereadores de Barra Mansa recebeu, em suas duas últimas sessões, representantes dos candidatos aprovados no concurso público da prefeitura, que havia sido suspenso pela Justiça, e dos rodoviários da cidade. Os rodoviários pedem aos vereadores a fiscalização no cumprimento da lei proibindo o motorista de exercer dupla função. Representando cerca de mil aprovados no concurso público, o advogado, e também candidato à vaga de procurador do município, Heber Mendonça Filho, apresentou os pontos discordantes que o Ministério Público apontou para pedir a impugnação da prova.

O representante dos candidatos aprovados argumentou que o município de Barra Mansa necessita de servidores municipais nas diversas áreas, como saúde, educação e segurança pública, enquanto cerca de mil aprovados aguardam a solução da questão judicial do concurso público  realizado em 2016, pela prefeitura.

-Destacamos que o concurso foi muito bem realizado, sem qualquer indício de fraude ou irregularidade por parte dos candidatos. Mas o Ministério Público em atuação exagerada e descabida questionou meras formalidades no edital, como vencimento base inferior ao piso nacional e falta de informações e gratificações e vantagens de cada cargo, o que, segundo o MP, prejudicaria a concorrência – afirmou Heber. 

De acordo com Heber, o edital do concurso de 2016 segue o modelo da prova realizada em 2010, que não foi contestada.

-A ampla concorrência neste concurso pode ser comprovada com a participação de candidatos dos mais diversos lugares. Comparando o concurso de Barra Mansa com o de outros municípios constata-se que a relação candidato/vaga é ligeiramente superior a de provas realizadas em Paracambi, Paty dos Alferes, Resende, Itatiaia, o que selecionou os melhores candidatos – argumentou o advogado.

Os vereadores apoiaram as reivindicações dos candidatos, salientando a importância da realização de concursos públicos e, principalmente, da dificuldade em ser aprovados nas provas. O presidente da Câmara, vereador Marcelo Borges, ressaltou a necessidade de servidores no município.

-Barra Mansa precisa de servidores capacitados para suprir as suas carências  e todos os vereadores anseiam e lutam pela rápida homologação do concurso – afirmou Marcelo.

Na quarta-feira, em sessão realizada pela manhã, foi a vez dos rodoviários pedirem apoio dos vereadores. O diretor do Sindicato dos Rodoviários, José Pereira Sartori, utilizou a tribuna para reivindicar a fiscalização no cumprimento da lei 4566, que proíbe motoristas de exercerem a função de cobrador, nos ônibus do município. De acordo com Sartori, a lei não vem sendo cumprida e os rodoviários do município estão sofrendo com a demissão nas empresas de ônibus.

-A dupla função do motorista é ruim não apenas para os rodoviários, mas para toda a população, que está sujeita à insegurança quando o motorista também trabalha como cobrador. Estamos com um grave problema de desemprego e o rodoviário está desesperado, tanto que era combinado de comparecerem em massa hoje, aqui na Câmara, mas a represália é tão grande que eles têm medo de vir – afirmou o diretor.

O diretor do Sindicato dos Rodoviários acrescentou que o custo com o cobrador está embutido na planilha que gera o valor da passagem e, portanto, se não há cobrador, o preço da passagem deveria reduzir e não aumentar.

O vereador Elias Barbosa Romeiro afirmou que, na última semana, protocolou ofício na Secretaria de Ordem Pública, cobrando a fiscalização da lei.

-Esse consórcio que venceu a licitação de ônibus em Barra Mansa foi a pior coisa para a cidade. O secretário de ordem pública me comunicou que esse consórcio conseguiu uma liminar autorizando-o a continuar com a dupla função, mas a sociedade não pode aceitar. A empresa alega que a maioria dos passageiros usa o cartão para pagar a passagem, mas isso não é verdade, o que mais podemos ver são ônibus parando o trânsito porque o motorista está recebendo passagem, isso quando não dirige enquanto faz o recebimento – afirmou Elias.

Para o vereador Jaime  Alves de Almeida precisa ser alterado o contrato com o consórcio de transporte público.

-Se a lei não foi julgada inconstitucional, então ela tem que ser cumprida. Além disso, precisa-se alterar o contrato com esse consórcio que venceu a licitação, para que atenda bem a população, especificando a quantidade de linhas, os horários de ônibus – apontou Jaime.

Os vereadores apoiaram a reivindicação do diretor do Sindicato dos Rodoviários, destacando a insegurança que a dupla função causa aos passageiros e a toda população.

 

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28 Mar 201707:00PM -
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