A audiência atende à solicitação do vereador José Abel, que denuncia os problemas vivenciados pela população no transporte coletivo.

Falta de ônibus, alteração dos horários de circulação sem aviso aos moradores, bairros sem transporte há meses, carros em condições precárias: esta é a realidade dos usuários do transporte público em Barra Mansa. O descaso das empresas de ônibus com a população é o motivo  do vereador José Abel Mariano solicitar Audiência Pública do Transporte Coletivo. A audiência acontece na próxima quarta-feira, 22 de março, às 15h, no Palácio Barão de Guapy.

Além das autoridades oficiadas, a Câmara convida toda a população de Barra Mansa para participar da audiência pública e expor os problemas diários vivenciados no uso do transporte público. A casa legislativa convidou o consórcio vencedor da licitação do transporte; a empresa Viação Agulhas Negras, responsável pelos ônibus que circulam na Região Leste; o Sindpass; o secretário de Ordem Pública e o chefe do Executivo; sindicatos; associações de moradores; entidades civis e religiosas. O vereador José Abel Mariano, que solicitou a realização da audiência, denunciou as reclamações que o transporte público recebe.

-A população tem sofrido muito com o descaso das empresas de ônibus. Não tem ônibus, não tem horário, os ônibus são precários. A pessoa fica horas no ponto esperando e nada do ônibus aparecer. A Viação Agulhas Negras está atuando há anos na região leste, mas sempre com os mesmos problemas, sem condições de atender a população – afirmou José Abel ao justificar a necessidade da audiência pública.

Para a vereadora Maria Lúcia da Fonseca é preciso cobrar das empresas de ônibus o cumprimento de suas obrigatoriedades. Segunda a vereadora, há meses não circula ônibus no distrito de Amparo e, mais recentemente, alteraram o trajeto de uma linha, não passando mais ônibus no bairro São Domingos. A vereadora ainda afirmou que, caso não haja resultados na audiência pública, redigirá  um relatório para ser entregue ao Ministério Público.

-As empresas quando participaram da licitação sabiam de seus deveres e não os cumprem, não apenas em Amparo ou no São Domingos, mas na cidade toda. Trocaram seis por meia dúzia, apenas pintando os ônibus e com o mesmo serviço precário. A Secretaria de Ordem Pública tem o dever de exigir que a empresa cumpra o que foi licitado – denunciou Maria Lúcia.

O presidente da câmara, vereador Marcelo Borges, explica que o Executivo tem o poder de cancelar o contrato se o consórcio licitado não estiver cumprindo suas obrigações.

-Estamos convidando todos os segmentos para mobilizar a sociedade quanto aos problemas no transporte público e encarar essa briga, todos juntos. Na licitação havia uma série de obrigações a serem cumpridas e até o momento não vimos qualquer mudança, apenas aumento da passagem sob o argumento de diminuição no número de passageiros – afirmou Marcelo.

Serviço:

Audiência Pública do Transporte Coletivo

Data: 22 de março (quarta-feira)

Horário: 15 horas

Local: Palácio Barão de Guapy

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