Mensagem do Executivo solicita parcelamento em 36 vezes de dívida com a Light.

A mensagem do Executivo solicitando autorização para parcelamento de dívida com a Light foi motivo de debate entre os vereadores de Barra Mansa, durante sessão de quinta-feira, 19 de maio. Os vereadores questionaram o motivo do débito de R$3.504.809,01 (três milhões quinhentos e quatro mil oitocentos e nove reais e um centavo), referente à prestação de serviço de iluminação pública no período de maio de 2015 a janeiro de 2016, que levou ao pedido de parcelamento em 36 vezes.

Em sua solicitação, o prefeito justifica que a crise econômica que o país enfrenta acarretou em dificuldades financeira no município e impossibilitou o pagamento em dia das contas. O vereador Rodrigo Drable questionou a utilização do valor provisionado no orçamento para pagamento da iluminação pública em outra atividade.

-Esta é uma questão que deve ser amplamente discutida pois leva o município a pagar nos próximos 3 anos por algo que deveria ser quitado na atual gestão. Por exemplo, o SAAE tem uma dívida de cerca de R$3 milhões de energia elétrica e vai gastar a mesma quantia no asfaltamento do município. Ou seja, tem o dinheiro, mas não se dá a prioridade devida na sua utilização. O que está se fazendo é jogar uma conta para o próximo governo pagar. Temos a oportunidade de evitar este erro, que prejudica o futuro da cidade – afirmou Rodrigo.

Para o vereador Luiz Furlani, que provocou a discussão questionando o regime de urgência da matéria, o parcelamento da dívida incorre o mesmo erro que fundamentou o processo de impeachment da preside Dilma Roussef.   

-Acredito que esta matéria é de suma importância para ser votada em regime de urgência, sem discutir profundamente a questão. Não estamos falando de um simples parcelamento, mas de uma confissão de dívida de mais de R$ 3 milhões, por não ter efetuado o pagamento da conta de luz por nove meses, até janeiro deste ano. E depois de janeiro as contas foram pagas? Não concordo com a discrepância de tempo, que vai gerar juros de R$700 mil – justificou Furlani.

O presidente da Câmara, José Luiz Vaneli, o Leiteiro, argumentou que o município precisa  do parcelamento devido à diminuição de repasses e o aumento considerável do valor da energia elétrica.

-Seria ótimo se o governo pudesse pagar em dia a conta, mas o valor da energia elétrica aumentou tanto para a população quanto para o município. A gente precisar olhar a situação financeira do município, que é extremamente delicada, muito por culpa do governo, mas, também por conta da situação que passamos no país. Já ouvimos do Secretário de Fazenda que realmente não tem condições de pagar a dívida à vista – disse Leiteiro.

Para que a matéria seja devidamente discutida e analisada pelos vereadores, o presidente da Câmara adiou a votação para a próxima sessão, a ser realizada na terça-feira, 24 de maio.

 

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